Adaptações ruins de games para o cinema já viraram cliché e Yves Guillemot, presidente da Ubisoft, pretende mudar esse cenário.
Você consegue lembrar um filme baseado em jogo que realmente fosse bom? Acho que a produção que chegou mais perto foi o Terror em Silent Hill (a continuação é ruim de doer). Fato é que a péssima qualidade de adaptações de games para o cinema já viraram até cliché. Eu sei disso, você sabe disso, e Yves Guillemot, presidente da Ubisoft, também sabe disso, mas ele pretende mudar esse cenário.
Em uma entrevista publicada no blog da Ubisoft, o francês falou sobre como a empresa, através da Ubisoft Motion Pictures - uma divisão criada especificamente para supervisionar a criação de adaptações cinematográficas e de televisão dos jogos da Ubisoft - pretende produzir filmes de qualidade.
Guillemot diz que para fazer um bom filme sobre games é preciso ter controle dos elementos importantes da produção. "É o roteiro e o elenco e o diretor. E se você for capaz de negociar com esses caras nos estúdios de produção dos filmes, ter certeza que eles estão em sintonia com você, que eles entendem a IP – no que ela é forte, o que a faz ser interessante para os jogadores – então você pode criar algo que vai suprir as expectativas das pessoas", fala o presidente da Ubisoft.
Ele só parece esquecer que um jogo da Ubisoft já foi adaptado para as telas grandes com Prince of Persia: The Sands of Time, de 2010, um filme até divertido, mas que não chegou a ser uma unanimidade entre os fãs.
Talvez por ver esse resultado e tentar obter mais desse "controle" sobre a produção de futuros filmes, Guillemont acabou criando a Ubisoft Motion Pictures, que atualmente supervisiona nada menos do que seis filmes baseados em jogos da empresa: Assassin’s Creed, Ghost Recon, Watch Dogs, Far Cry, Spinter Cell e Rabbids.
Desses, o filme baseado em Assassin’s Creed é o que está mais adiantado. A produção está sendo feita em parceira com a 20th Century Fox e possui até uma data de estreia: agosto do ano que vem. O filme da irmandade dos assassinos também ganhou notoriedade por ter envolvimento do ator Michael Fassbender (o jovem Magneto nos recentes filmes dos X-Men), que irá tanto produzir quanto estrelar a adaptação.
Como uma maneira de justificar o investimento mais direto de uma produtora de jogos no mercado cinematográfico, Guillemont afirma que filmes também podem criar conteúdo que podem ser usados posteriormente em jogos. "Por exemplo, se você faz um filme e têm muitos efeitos especiais, criações de mundos e personagens, você pode pegar isso e colocar no seu jogo. Assim, os jogos se tornam mais ricos, mais vivos e mais cinematográficos", afirma.
É, parece que alguém andou tendo umas lições com David Cage e sua obsessão por jogos cinematográficos. Só saberemos o quão certo o chefão da Ubisoft está quando vermos o resultado do filme de Assassin’s Creed, no ano que vem.
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